Lições da Maior Derrota do Futebol Brasileiro

Publicado em 16 julho 2014

28 comentários

Muito já se disse e muito vai ser dito ainda sobre o retumbante fracasso da seleção brasileira nesta última Copa do Mundo, especialmente nos dois últimos jogos. Confesso que eu também me espantei com o tamanho e a forma da surra que nos foi aplicada pela Alemanha. Antes dela, estávamos todos docemente iludidos por uma fantasia que nós mesmos tínhamos criado, numa espécie de autoengano coletivo.


Foi preciso acontecer o absurdo placar de 7 x 1 do Mineirão, seguido do 3 x 0 no Mané Garrincha, para que alguns de nós brasileiros (infelizmente, nem todos) caíssemos na real. A mídia, as autoridades e o público viviam um sonho errado, cultivado sobre valores e atitudes totalmente equivocados. Tínhamos a ilusão de que possuíamos o melhor futebol do mundo – que nos havia sido dado pelos céus como um dom especial e inesgotável – e de que isso bastaria para que a nossa seleção exercesse o sagrado direito de ser campeã sempre que assim o desejasse. Poderíamos deitar à sombra e esperar a chegada inevitável do título. Se fosse necessária uma ajudazinha, bastaria que puséssemos em campo um pouco da nossa malemolência, do nosso gingado, da nossa malandragem, da nossa surpreendente improvisação ou, até mesmo, do imbatível jeitinho brasileiro, para cavarmos um pênalti inexistente ou para deixarmos o mundo boquiaberto com um dos nossos atacantes que, sem sequer dizer "shazam", transformava-se em arma perigosíssima com o simples gesto de lançar-se ao chão e finalizar deitado. Nem precisávamos treinar direito, acostumados que estamos com incontáveis feriadões, férias de 43 dias por ano trabalhado e jornadas camaradas com muitas interrupções e licenças. Trabalhar pra quê? Pra sofrer como alemães? Afinal, para que serve aquele supersalário, se não for para aproveitar a vida à sombra do Dedo de Deus, no conforto protegido do Aviário Comary?


Ironias à parte (que essas talvez até ajudem a descontrair do susto) temos que tirar lições desse vexame. Não para, simplesmente, mudarmos a postura dos nossos atletas, muito mais interessados em conquistar pela aparência, com penteados exóticos, tatuagens enormes, o modo atrevido de inverter o boné e outras esquisitices, do que em vencer pelo afinco no treinamento, pela disciplina tática e pela aplicação no trabalho. Precisamos mudar a própria sociedade e o comportamento dos nossos jovens, celeiro de onde saem os atletas ávidos da justa ascensão social. Não lhes serve a crença de que poderão ser bem-sucedidos sem estudar. Aliás, a cultura é essencial para a melhoria do desempenho esportivo, para compreensão dos ensinamentos técnicos e para enfrentar a eventual adversidade. Ninguém pode organizar bem os pensamentos (em campo e fora dele) trocando o raciocínio lógico e os padrões de comunicação eficaz por expressões estapafúrdias como o "é tóis", por exemplo. É desnecessário que se comente os episódios de choro generalizado, já que eles estão nítidos na memória de todos e, certamente, são estimulados pelas imagens diárias exibidas na TV, quando adultos se esmeram em comover o público com o inevitável pranto por qualquer motivo, à espera de algum benefício, recompensa ou reconhecimento.


Ao contrário desse padrão primitivo e imaturo, precisamos adotar, com fé, a convicção de que ações bem planejadas, continuadas, lógicas e embasadas na boa técnica (inclusive nas artes, categoria em que já tivemos orgulho de enquadrar o futebol nacional) são o melhor caminho para o êxito e para o sucesso. No caso do futebol, essas ações devem incluir, imediatamente, a reestruturação completa da nossa administração esportiva, reconhecendo com humildade que o "estado da arte" nesse ofício não mais está no "país do futebol". Vamos buscá-lo onde estiver para ajudar a arrumar a casa.  Recursos não faltarão, certamente. No ano passado, a CBF (entidade máxima do nosso futebol) arrecadou a estonteante quantia de R$ 433,5 milhões. Este ano, com as receitas da Copa, a arrecadação total deverá ser muito superior.  Porque não aplicar parte dessa montanha de dinheiro na construção de centros de treinamento, no apoio objetivo, direto e transparente às categorias de base, na formação e capacitação de árbitros e no intercâmbio planejado de atletas e treinadores? Porque não aplicar, também, na disseminação de tecnologia atualizada, envolvendo táticas de jogo e de apoio ao treinamento dos atletas (efetivos e potenciais), mesclando tudo isso com a melhoria do nível educacional? Por oportuno, não devemos esquecer que a Alemanha vem investindo pesado na estruturação de seu próprio futebol, incluindo a construção, em todo o país, de 1370 campos esportivos e a obrigatoriedade de que os clubes da liga principal constituam divisões de base com educação acoplada. Para mim, isso resulta claramente na construção do placar do Mineirão. Alguém duvida?

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28 comentários para "Lições da Maior Derrota do Futebol Brasileiro"

MOACIR MOREIRA
MOACIR MOREIRA disse: 16 julho 2014
Parabens pelo lúcido texto. Ele reflete, com certeza, a realidade atual do esporte predileto do povo brasileiro. Destaco, em especial, a parte em que se refere ao comportamento bizarro dos nossos atletas, com seus pentiados e tatuagens estravangantes e inusitados, que, para mim, revela desvio de personalidade, prejudicando, com certeza, o desempenho de todo o grupo. Para voltarmos a vencer e sermos respeitados, precisamos repensar nossas atitudes. A implantação de disciplina social, pra mim, é uma medida necessária e urgente, sem a qual estaremos fadados ao insucesso. Moacir
Cid Lemar Furtado
Cid Lemar Furtado disse: 16 julho 2014
Que tal começar com os campeonatos nacionais sem a ajuda de erros de arbitragem para os clubes ``grandes``, principalmente do rio de janeiro e de quotas desiguais por parte dos direitos de transmissão?
Atendimeneto MRV Engenharia
Atendimeneto MRV Engenharia disse: 07 março 2016
Bom dia Denise, tudo bem? Que bom que gostou da dica. No site www.mrvdecora.com.br você encontra várias outras dicas para decorar a área privativa. Um abraço, MRV.
Jackson Wild
Jackson Wild disse: 16 julho 2014
Estou de pleno acordo com a manifestação do Dr. Rubens Menin, pois tudo isso resultará na melhoria da qualidade do atleta brasileiro, não só no futebol, mas em todas modalidades do esporte.
Rubens Menin
Rubens Menin disse: 18 setembro 2012
Olá Moyses, obrigado pelo comentário. Sim, o fundo reserva normalmente é pago pelo proprietário da unidade.
Valter Silva
Valter Silva disse: 16 julho 2014
Falou tudo.

Eu acrescentaria ainda o fato dos brasileiros esquecerem que o país do futebol ainda tem um numero bem grande de pessoas que esquecem que nosso país é um país muito rico em recursos naturais e porque não financeiros, porém o mal aproveitamento destes recursos fizeram que os jogos da copa ficassem bem longe dos olhos dos torcedores de verdade, que só viram pela TV e não tiveram condições de comprar os ingressos superfaturados.

Não faz muito parte do tema, mas não posso deixar passar a oportunidade de dizer: um país rico e grande como o Brasil se quisesse poderia ser uma potência mundial em todos os setores. Pena que a corrupção não deixa.

Bom texto...
PAULO CESAR BASTOS
PAULO CESAR BASTOS disse: 16 julho 2014
Para a seleção voltar a ser o escrete campeão, a comissão técnica deve compreender e acreditar na competitividade e na globalização. Hoje em dia, todo mundo conhece o jogo de todo mundo. Portanto, o Brasil, além de ser a tradicional mina de jogadores precisa ser, também, a inovadora lapidação de talentos. Assim, o técnico, coordenador, médico, paramédicos e preparadores escolhidos precisam aplicar os modernos Cinco Caracteres da Competitividade, os 5C: capacitação, cooperação, comunicação, compromisso e confiança. Esporte, além de ser arte, cultura e vocação, hoje, também, é ciência, tecnologia e gestão. Vamos inovar e avançar. Nunca é tarde para recomeçar.
waldir Salvador
waldir Salvador disse: 16 julho 2014
Muito apropriadas as palavras do Rubens, precisamos rever os nossos valores, nossas crenças. Por causa desse ilusionismo que se vislumbra através do mundo do futebol, estamos perdendo bom senso, razão, respeito e muito mais.
Como podemos aceitar por exemplo grande parte da mídia atribuir a um atleta de ganhos milionários, de hábitos midiáticos, de valores invertidos o rótulo de herói?? É preciso rever tudo!!!
Luiz C Moraes
Luiz C Moraes disse: 16 julho 2014
Ótimo texto,parabéns.
Gostaria de acrescentar que o futuro de tudo está no planejamento, e no caso do futebol não é diferente. As categorias de base não revelam mais,os grandes clubes aqui de BH só tem meninos de fora trazidos por "empresários".Certamente tem muita coisa errada na formação desses atletas que não podem estudar(absurdo!)- como estudar e conciliar competitivos torneios nacionais e internacionais com meninos de 15,16 anos?
A base teria que formar atletas e cidadãos sem a necessidade de resultados imediatos.
Acredito que somente com uma mudança radical na mentalidade dos dirigentes colheremos frutos mais adiante...
Adriano Augusto
Adriano Augusto disse: 16 julho 2014
Excelente visao sobre o falido futebol brasileiro. Ja passou da hora dos dinossauros da gestao desse esporte pedirem o bone. Estamos numa espiral descendente de baixa qualidade tecnica. A base precisa formar jovens comprometidos com a evolucao da sociedade, entendendo que tatuagens e aparicao no telao eh secundario. Precisamos produzir novos lideres.
Rubens Menin
Rubens Menin disse: 16 julho 2014
Obrigado pela participação no blog com seu comentário, Adriano.
Adriano Augusto
Adriano Augusto disse: 16 julho 2014
Mais uma coisa: nossoz treinadores estao ultrapassados. Sao medrosos e nao estudam como fez o multicampeao Guardiola: Parou um ano para estudar em nova york. Entao, estudem, reciclem-se treinadores brasileiros.
Carlos braga
Carlos braga disse: 16 julho 2014
Parabéns por expor uma situação que eé bem clara para poucos e passa despercebido para a grande maioria da população que continua sendo enganada com dentaduras, bolsas família, leite etc.
O governo deveria e olhar as pessoas que poderão mudar este pais, os professores e educadores que através de um salário digno e escolas mais bem estruturadas poderão formar uma população mais humana e fraterna.
Estou tentando montar uma casa de Apoio para Pacientes PARKINSONIANOS a 2 anos e só ouço "nãos" dos órgãos públicos. Sempre alegam não ter verba para este tipo de intuição, mais para fazer estádios tem.
Este pais precisa mudar, e para isto acontecer só a união de empresas, instruções de ensino e população serão capaz de realizá-lo . Se depender do governo vamos continuar sendo o "pais do futebol" o pior e que nem no futebol somos mais os melhores.

Abraços,

Carlos Braga 9346 9030
Neiva Alves
Neiva Alves disse: 16 julho 2014
Parabens,

Exelente artigo, fico triste de ver o nosso futebol em descendencia enquanto deveria estar mantendo o padrao que tinha antes.
Rafael Almeida Prado Valentim
Rafael Almeida Prado Valentim disse: 17 julho 2014
Certamente que direcionar uma pequena fração desta arrecadação estratosférica da CBF nas categorias de base, se faz não só necessário como vital para o futuro do futebol brasileiro interno e a nível mundial. Não entendo que houve nenhuma catástrofe no que diz respeito aos resultados. O que deu foi a lógica. E que ótimo que assim o foi pois, se um time mequetrefe em todos os aspectos como este do Brasil, vencesse uma Alemanha treinada como esta...seria o mesmo que dizer que a Gestão do Conhecimento, presente em todas as áreas profissionais do mundo, não faz tanta diferença. Nada que um jeitinho brasileiro não resolva. Que ótimo que deu a lógica, que valeu o esforço e a melhoria continua dos nossos 2 últimos adversários. Que caiam as máscaras destes falsos heróis nacionais. Como já diria um grande exemplo de liderança e resultados nossos "a preocupação na capacitação, deve ser maior do que a preocupação no resultado em si. Resultado vem por consequência da capacitação" Bernardinho.
Simon Abrahão
Simon Abrahão disse: 17 julho 2014
parabéns pelo belo texto, claro e objetivo , pois sem base não construiremos nada nesta vida.
Nilton Rondon
Nilton Rondon disse: 17 julho 2014
Concordo plenamente com tudo que foi dito e também quero acrescentar que faltou sangue e raça nos jogadores da seleção Brasileira e acima de tudo honrar a camisa da seleção, isso é o minímo que eles tinham que fazer.
Eu sou a favor de escalar somente jogadores atuando no Brasil para formar a seleção Brasileira, não precisamos dos estrangeiros.
Luiz Antonio de Góes
Luiz Antonio de Góes disse: 17 julho 2014
Concordo plenamente com tudo que foi dito. E reforçando o texto do Mr. Rubens, temos que priorizar as nossas bases do
futebol pois só assim reativaremos o respeito dos paizes de
fora. Finalizando, esta copa 2014 conseguiu cobrir a imagem
negativa da copa de 1950 que ao contrario desta, não perdemos
de goleada, ainda mais em uma semifinal.
Luiz Antonio de Góes
Luiz Antonio de Góes disse: 17 julho 2014
Excelente texto. Mas reforçando o mesmo, esta copa de 2014 conseguiu ser mais vergonhosa do que a copa de 1950, pois não perdemos em uma semifinal e ainda mais de goleada.
JOAO AUGUSTO
JOAO AUGUSTO disse: 17 julho 2014
BELO TEXTO: TUDO PARA DAR CERTO É PRECISO PLANEJAMENTO; SE TIVÉSSEMOS, EM 2007, QUANDO FOMOS ESCOLHIDOS PARA SEDIAR A COPA, COMEÇADO A TRABALHAR NAQUELE DIA, PENSANDO NA GRANDE importância que seria um mundial em nosso país, talvez não passaríamos por esse vexame. Seá que aprendemos a lição?
Manoel Assis
Manoel Assis disse: 18 julho 2014
Parabéns Dr.Rubens pelo excelente texto, não sou nenhum expert , mas desde o início da copa já citava para os amigos o fato de nossos atletas se preocuparem mais com a mídia que com os treinamentos, não tínhamos atletas, tínhamos garotos propaganda.
joao marques da silva jr.
joao marques da silva jr. disse: 18 julho 2014
.Problemas sociais complexos , evolução mental , educação
é fundamental . Infelizmente os donos do poder preferem
que esse país continue assim .
geovadson cordeiro
geovadson cordeiro disse: 20 julho 2014
gostei muito desta lição!precisamos cuidar de nossa cultura através de uma educação de boa qualidade para os jovens que se encontram na mira do crime em uma sociedade elitista e interesses individuais econômico ,deixando de lado a parte humanitária que deve ser regada todos os dias...
Maria Carmen Moreno
Maria Carmen Moreno disse: 21 julho 2014
tudo isso é certo, mas ninguém falou sobre a maior falha, goleiro frangueiro,com certeza vai abrir uma avícola com tantos frangos. Se pegarmos um goleiro de várzea, te garanto não havia passado tantos gols infantis, até agora não me recuperei desse terrível pesadelo, precisamos mudar urgente, os nossos jovens não podem trabalhar (menores de 16 anos ) mas podem praticar crimes, roubos, estupros etc, etc, , cadê o nosso governo para dar condições aos nossos jovens para o esporte, pai e mãe precisam trabalhar e essas crianças ficam a mercê da sorte, onde estão nossas escola de período integral ? uma lá e outra mais prá lá ainda, e não vemos nada, faculdade para todos ? Cadê ? só para filhos de ricos ! me engana que eu gosto ! temos que começar tudo de novo !
Rubens Menin
Rubens Menin disse: 18 outubro 2012
Nayara, obrigado pelo comentário.
Walmir da Nova Mussel
Walmir da Nova Mussel disse: 23 julho 2014
Dr. Rubens como estamos no "país do futebol", muito pertinente mais este texto excelente para refletir e curioso como todos eventos trazem lições, sejam no próprio meio que ocorrem ou aplicáveis a outros meios, desde que a visão seja aplicada. Neste exemplo e expandindo curioso a similaridade e aplicação em outros setores onde o estrelado focado em uma pessoa (estrela) prejudica o conjunto, estamos falando de equipe e um só jamais ganha a batalha sozinho e de repende a perda da estrela causa uma desestrutura. Outro ponto é a falta de um lider que fizesse o papel correto em acalmar e recomeçar uma nova tática para obter um objetivo.
O mais engraçado é que vem ocorrendo nestes anos, mas falta ler nas entralinhas e querer fazer.
Nelson de Almeida Erudilho
Nelson de Almeida Erudilho disse: 03 setembro 2014
Muito boa reflexão e comentário com relação a total falta de comprometimento dos jogadores e sobre a ilusão de que tudo cai do céu como passe de magica. Nada sem trabalho, sacrifícios e treinamentos obtém sucesso , temos que ser humildes e seguir exemplos sempre positivos e de sucesso.
Parabéns pela matéria.
Nelson Erudilho
Nelson Erudilho disse: 03 setembro 2014
Muito boa reflexão e comentário com relação a total falta de comprometimento dos jogadores e sobre a ilusão de que tudo cai do céu como passe de magica. Nada sem trabalho, sacrifícios e treinamentos obtém sucesso , temos que ser humildes e seguir exemplos sempre positivos e de sucesso.
Parabéns pela matéria.

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