O Caso Eike Batista

Publicado em 17 março 2015

15 comentários

Os rumorosos acontecimentos que envolveram o empresário Eike Batista nos últimos anos fizeram com que a sua situação ficasse bem conhecida do grande público. No entanto, embora conhecida, essa situação não tem sido bem interpretada pela maioria dos brasileiros. Não estou me referindo, aqui, aos detalhes bizarros dos processos movidos contra ele, notadamente o último deles, em que um juiz de mau comportamento (e já afastado das suas funções), passou a usufruir pessoalmente dos bens do empresário, apreendidos e colocados sob tutela judicial (incluindo veículos, objetos de arte e até dinheiro vivo), seja por inveja, revanchismo ou simples desejo de ostentação, seja por desvio criminoso de conduta. Não pretendo tratar desses detalhes no presente tópico, embora reconheça a sua importância. O que realmente interessa nesta abordagem é o generalizado sentimento de execração ou de repulsão pública à figura daquele empresário. Nesse particular, penso de forma diferente.


Não conheço pessoalmente Eike Batista, mas sempre torci pelo seu sucesso, reconhecendo-lhe os méritos da ousadia e o espírito empreendedor. Mais ainda, entendo que o fracasso nos negócios faz parte dos riscos empresariais e é sempre uma possibilidade à frente de qualquer empreendedor. Repetindo a frase famosa do Zico, após perder o pênalti contra a França na Copa do Mundo de futebol: "só erra quem bate". De todo modo o sentimento coletivo de aversão contra o empresário, que se formou na opinião pública, é muito negativo para a educação dos brasileiros, dada a necessidade que temos de estimular o espírito empreendedor entre os nossos jovens, despertando-lhes, inclusive, a saudável dose de ousadia e a emulação diante dos desafios no mundo dos negócios.


Nada acontece por acaso. A pujante economia norte-americana só alcançou o estágio de grande desenvolvimento atual – responsável pela solidez patrimonial e pela riqueza dos cidadãos daquele país – porque pôde contar com uma infindável coleção de grandes empreendedores, sempre dispostos a cobrar o pênalti desde o Século XVII.  A situação dos EUA seria muito diferente, não fossem as cobranças bem-sucedidas de grandes empresários como Cornelius Vanderbilt (com suas ferrovias e linhas de navegação), John D. Rockefeller (o verdadeiro iniciador da indústria do petróleo e gás com a criação da Standard Oil Company e fundador benemérito de duas importantes universidades), Thomas Edison (com seus sistemas de luz e força e os seus aparelhos elétricos que viraram símbolos do progresso), Andrew Carnegie (que virou o Rei do Aço nos EUA, após alguns fracassos iniciais, um grande filantropo) e Henry Ford (fundador da Ford Motor Company e o verdadeiro idealizador do processo de produção por montagem em série, destinado a "dar um carro para cada americano"). Isso para ficar apenas nos nomes mais conspícuos e conhecidos. Bill Gates e Steve Jobs apenas deram continuidade à mesma tendência em um ambiente favorável ao progresso.


Embora em muito menor número, já tivemos, também no Brasil, os nossos próprios empreendedores que deixaram contribuições importantes, mesmo que suas ações tenham sido entremeadas de fracassos e tropeços. Costumam ser muito citados: Irineu Evangelista de Sousa, o Visconde de Mauá, que construiu e operou as nossas primeiras ferrovias, que desenvolveu a navegação hidroviária na bacia amazônica, que lançou o primeiro cabo telegráfico submarino entre o Brasil e a Europa, que fundou estaleiros e sistemas de iluminação pública a gás e que criou o primeiro Banco do Brasil; Percival Farquhar, que além dos empreendimentos ferroviários nos EUA e na União Soviética, desenvolveu entre nós a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, o Porto de Belém, além de companhias telefônicas e de energia elétrica; e o Conde Francisco Matarazzo, pioneiro da industrialização paulista.


Atualmente, o forte preconceito antiempresarial disseminado na nossa sociedade, tanto por hábito cultural como por implicância ideológica, tem contribuído para transformar os fracassos empresariais em verdadeiros anátemas, como no caso de Eike Batista. Perdem os potenciais empreendedores e perde a própria sociedade brasileira. Uma pena!

  • COMPARTILHE:

15 comentários para "O Caso Eike Batista"

Rafael Tello
Rafael Tello disse: 18 março 2015
Realmente é importante a promoção do empreendedorismo para o desenvolvimento econômico e social de um país. No entanto, vejo que os super empresários do século 19 dos Estados Unidos causaram muitos problemas ao país em sua trajetória, buscando reverter sua imagem ruim no fim da vida, dando início à uma tradição de filantropia corporativa.

No Brasil, acredito que ainda não tivemos uma situação que definisse as bases para a atuação empresarial em nosso capitalismo, o que pode estar acontecendo agora. Eike tinha um projeto exuberante, com potencial para gerar grande desenvolvimento, porém, é questionável a forma como ele buscou investimentos, o que está sendo investigado hoje. Sua crise é triste, mas creio que a cultura empresarial do Trio do Garantia mais próximo de um modelo brasileiro de gestão.
João Marcos Góes
João Marcos Góes disse: 27 março 2015
Olá Rubens,

Lendo seu artigo, vejo o quanto é importante a cultura do empreendedorismo. Seria plausível que, nas Escolas, Públicas e Privadas, se ensinasse desde cedo o que é um negócio, como ele nasce, o que ele move e o que gera de riqueza para um país e sociedade. Essa modelo mental precisa ser aprendido logo, se quisermos ser grandes e prósperos. Mas não apenas isso, reduziremos desigualdades, criminalidades, aumentaremos oportunidades, felicidade e um país melhor.

P.S. Promovemos e estimulamos um Grupo de Empreendedores no Linkedin e no Facebook ("Canal do Empreendedor, Releases Negócios e Parcerias", cerca de 2.500 participantes). Contamos com vocês da MRV por lá!
Marcelo da Silveira Castro
Marcelo da Silveira Castro disse: 02 abril 2015
Eu sou admirador do Eike Batista pelo seu empreendedorismo. Ele para min foi vítima da confiança.Acredito que ele confiou no homem (maldito o homem que confia no homem ) pois foi isso que aconteceu comigo eu quebrei por te confiado num homem que não tinha que confiar esse foi o maior erro meu. Pois fica aqui um toque para todos que tem o espírito de investidor assim como o do Eike Batista.
Almir Barbosa
Almir Barbosa disse: 05 abril 2015
Concordo plenamente com post do blog. O Eike é sem duvida um empreendedor arrojado que teve o azar de alguns planos não darem certos. Acho que o fato de as ovras da construção do porti atrasarem foi um dos motivos do fracasso do projeto, uma vez que se o porto começasse a operar o outro projeto (O petroleo) seria contornado. Quanto ao metodo de capturar acho normal, ele simplesmente usou o seu poder de convencimento e prestigio que tinha.
wilson teixeira
wilson teixeira disse: 06 abril 2015
O poder e pra poucos.A rigueza e dom de Deus.E aquele que tem tem.e o que nao tem ate o que tem e dado ao que tem.le a biblia.O sr Eike batista e mais que vencedor
joao antonio de oliveira
joao antonio de oliveira disse: 06 abril 2015
O erro faz parte de quem quer acertar nao se faz um doce sem acerta. a quatidade. ideal de açucar
Rubens Menin
Rubens Menin disse: 07 abril 2015
Agradeço a participação no blog, pessoal. Abraço.
Josué Lima
Josué Lima disse: 19 abril 2015
Caro Rubens:

Assim como você, não conheço Eike pessoalmente.

Sun Tzu teria mais elementos para explicar-lhe minha opinião a respeito da derrocada do Grupo EBX.

Talvez pareça mais incisivo do que gostaria que este comentário fosse porém, se fizermos uma retrospectiva, veremos que os negócios de Eike começaram a encontrar dificuldades (incomuns, até então) quando ele resolveu "quebrar" o monopólio dos portos.
Em nosso amado país isto é, digamos, procurar chifre em cabeça de cavalo ou sarna prá se coçar.

De lá para cá, era previsível que o Establishment o caçasse até zerá-lo.

Abç,

Josué Lima
Rubens Menin
Rubens Menin disse: 14 julho 2014
Obrigado, Charles.
adalberto
adalberto disse: 26 abril 2015
São boas essas analises, para que possamos refletir no que iremos realizar.
Parabéns Adalberto
adalberto
adalberto disse: 26 abril 2015
Não estou comentando, apenas querendo que você se possível nessa área de prestação de serviços, onde eu estou idealizando meu recomeço de micro empreendedor.
werbeth
werbeth disse: 27 maio 2015
conforme o link:http://franciscohayashi.jusbrasil.com.br/artigos/139286423/o-caso-eike-batista-de-crimes-contra-o-mercado-de-capitais

O caso Eike Batista de crimes contra o mercado de capitais

configuramos não a pessoa em si mas o conjunto um empresario uma pessoa juridica

Nada contra a Pessoa em si pois reconheço da sua importância para o mercado de trabalho e economia aqui no brasil.

Mas a nossa jurisdição Brasileira é Muita Falha, trabalha Lentamente , e sendo que Há vários recursos .

Oque Peça sobre sua Pessoa Como empresario é amaneira como ele se comportou sobre determinados momentos em seus negócios lícitos ou silicitos não é merito meu como pessoa apontar o dedo.

Casos como estes leva a midia dar mas enfase , meios de bular bancos não é apenas o eike como ele nos outros segmentos empresarias de todos os ramos aqui no brasil isso virou café sem açucar ser diferente é não fazer. tais trasgreçoes:
Manipulação do Mercado
Uso Indevido de Informação Privilegiada

A Lei 6.385/1976 dispõe que esses são crimes contra o mercado de capitais.

Como o futuro de um investimento é sempre incerto, costuma-se pensar que a atuação do investidor no mercado de capitais é semelhante a do participante de um jogo de azar. Entretanto, como ensina Benjamin Graham, "uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas"
No crime de manipulação do mercado, como o próprio tipo penal do art. 27-C da Lei 6.385/1976 indica, o que existe é uma fraude. Portanto, as informações à disposição dos investidores são falsas. Com isso, o investidor é induzido ao erro em sua análise, ele é manipulado - conforme indica o nome do delito. Já no caso do insider trading, do art. 27-D da Lei 6.385/1976, a questão não é a veracidade do dado, mas a sua contemporaneidade. Aqui ao investidor não é permitido realizar a análise em tempo hábil, ficando ele à mercê daqueles que detêm a informação privilegiada.

Devemos levar na linha de raciocinio não a pessoa e sua iportancia mas aqui o caso jugado será sua transgressão ele sempre será uma boa pessoa fisica com conduta disciplinar perante a lei brasileira.
werbeth mrv
werbeth mrv disse: 27 maio 2015
conforme o link:http://franciscohayashi.jusbrasil.com.br/artigos/139286423/o-caso-eike-batista-de-crimes-contra-o-mercado-de-capitais

O caso Eike Batista de crimes contra o mercado de capitais

configuramos não a pessoa em si mas o conjunto um empresario uma pessoa juridica

Nada contra a Pessoa em si pois reconheço da sua importância para o mercado de trabalho e economia aqui no brasil.

Mas a nossa jurisdição Brasileira é Muita Falha, trabalha Lentamente , e sendo que Há vários recursos .

Oque Peça sobre sua Pessoa Como empresario é amaneira como ele se comportou sobre determinados momentos em seus negócios lícitos ou silicitos não é merito meu como pessoa apontar o dedo.

Casos como estes leva a midia dar mas enfase , meios de bular bancos não é apenas o eike como ele nos outros segmentos empresarias de todos os ramos aqui no brasil isso virou café sem açucar ser diferente é não fazer. tais trasgreçoes:
Manipulação do Mercado
Uso Indevido de Informação Privilegiada

A Lei 6.385/1976 dispõe que esses são crimes contra o mercado de capitais.

Como o futuro de um investimento é sempre incerto, costuma-se pensar que a atuação do investidor no mercado de capitais é semelhante a do participante de um jogo de azar. Entretanto, como ensina Benjamin Graham, "uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas"
No crime de manipulação do mercado, como o próprio tipo penal do art. 27-C da Lei 6.385/1976 indica, o que existe é uma fraude. Portanto, as informações à disposição dos investidores são falsas. Com isso, o investidor é induzido ao erro em sua análise, ele é manipulado - conforme indica o nome do delito. Já no caso do insider trading, do art. 27-D da Lei 6.385/1976, a questão não é a veracidade do dado, mas a sua contemporaneidade. Aqui ao investidor não é permitido realizar a análise em tempo hábil, ficando ele à mercê daqueles que detêm a informação privilegiada.

Devemos levar na linha de raciocinio não a pessoa e sua iportancia mas aqui o caso jugado será sua transgressão ele sempre será uma boa pessoa fisica com conduta disciplinar perante a lei brasileira.
werbeth ribeiro
werbeth ribeiro disse: 27 maio 2015
conforme o link:http://franciscohayashi.jusbrasil.com.br/artigos/139286423/o-caso-eike-batista-de-crimes-contra-o-mercado-de-capitais

O caso Eike Batista de crimes contra o mercado de capitais

configuramos não a pessoa em si mas o conjunto um empresario uma pessoa juridica

Nada contra a Pessoa em si pois reconheço da sua importância para o mercado de trabalho e economia aqui no brasil.

Mas a nossa jurisdição Brasileira é Muita Falha, trabalha Lentamente , e sendo que Há vários recursos .

Oque Peça sobre sua Pessoa Como empresario é amaneira como ele se comportou sobre determinados momentos em seus negócios lícitos ou silicitos não é merito meu como pessoa apontar o dedo.

Casos como estes leva a midia dar mas enfase , meios de bular bancos não é apenas o eike como ele nos outros segmentos empresarias de todos os ramos aqui no brasil isso virou café sem açucar ser diferente é não fazer. tais trasgreçoes:
Manipulação do Mercado
Uso Indevido de Informação Privilegiada

A Lei 6.385/1976 dispõe que esses são crimes contra o mercado de capitais.

Como o futuro de um investimento é sempre incerto, costuma-se pensar que a atuação do investidor no mercado de capitais é semelhante a do participante de um jogo de azar. Entretanto, como ensina Benjamin Graham, "uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas"
No crime de manipulação do mercado, como o próprio tipo penal do art. 27-C da Lei 6.385/1976 indica, o que existe é uma fraude. Portanto, as informações à disposição dos investidores são falsas. Com isso, o investidor é induzido ao erro em sua análise, ele é manipulado - conforme indica o nome do delito. Já no caso do insider trading, do art. 27-D da Lei 6.385/1976, a questão não é a veracidade do dado, mas a sua contemporaneidade. Aqui ao investidor não é permitido realizar a análise em tempo hábil, ficando ele à mercê daqueles que detêm a informação privilegiada.

Devemos levar na linha de raciocinio não a pessoa e sua iportancia mas aqui o caso jugado será sua transgressão ele sempre será uma boa pessoa fisica com conduta disciplinar perante a lei brasileira.
werbeth ribeiro dos inocentes
werbeth ribeiro dos inocentes disse: 27 maio 2015
conforme o link:http://franciscohayashi.jusbrasil.com.br/artigos/139286423/o-caso-eike-batista-de-crimes-contra-o-mercado-de-capitais

O caso Eike Batista de crimes contra o mercado de capitais

configuramos não a pessoa em si mas o conjunto um empresario uma pessoa juridica

Nada contra a Pessoa em si pois reconheço da sua importância para o mercado de trabalho e economia aqui no brasil.

Mas a nossa jurisdição Brasileira é Muita Falha, trabalha Lentamente , e sendo que Há vários recursos .

Oque Peça sobre sua Pessoa Como empresario é amaneira como ele se comportou sobre determinados momentos em seus negócios lícitos ou silicitos não é merito meu como pessoa apontar o dedo.

Casos como estes leva a midia dar mas enfase , meios de bular bancos não é apenas o eike como ele nos outros segmentos empresarias de todos os ramos aqui no brasil isso virou café sem açucar ser diferente é não fazer. tais trasgreçoes:
Manipulação do Mercado
Uso Indevido de Informação Privilegiada

A Lei 6.385/1976 dispõe que esses são crimes contra o mercado de capitais.

Como o futuro de um investimento é sempre incerto, costuma-se pensar que a atuação do investidor no mercado de capitais é semelhante a do participante de um jogo de azar. Entretanto, como ensina Benjamin Graham, "uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas"
No crime de manipulação do mercado, como o próprio tipo penal do art. 27-C da Lei 6.385/1976 indica, o que existe é uma fraude. Portanto, as informações à disposição dos investidores são falsas. Com isso, o investidor é induzido ao erro em sua análise, ele é manipulado - conforme indica o nome do delito. Já no caso do insider trading, do art. 27-D da Lei 6.385/1976, a questão não é a veracidade do dado, mas a sua contemporaneidade. Aqui ao investidor não é permitido realizar a análise em tempo hábil, ficando ele à mercê daqueles que detêm a informação privilegiada.

Devemos levar na linha de raciocinio não a pessoa e sua iportancia mas aqui o caso jugado será sua transgressão ele sempre será uma boa pessoa fisica com conduta disciplinar perante a lei brasileira.
werbethmrv
werbethmrv disse: 27 maio 2015
conforme o link:http://franciscohayashi.jusbrasil.com.br/artigos/139286423/o-caso-eike-batista-de-crimes-contra-o-mercado-de-capitais

O caso Eike Batista de crimes contra o mercado de capitais

configuramos não a pessoa em si mas o conjunto um empresario uma pessoa juridica

Nada contra a Pessoa em si pois reconheço da sua importância para o mercado de trabalho e economia aqui no brasil.

Mas a nossa jurisdição Brasileira é Muita Falha, trabalha Lentamente , e sendo que Há vários recursos .

Oque Peça sobre sua Pessoa Como empresario é amaneira como ele se comportou sobre determinados momentos em seus negócios lícitos ou silicitos não é merito meu como pessoa apontar o dedo.

Casos como estes leva a midia dar mas enfase , meios de bular bancos não é apenas o eike como ele nos outros segmentos empresarias de todos os ramos aqui no brasil isso virou café sem açucar ser diferente é não fazer. tais trasgreçoes:
Manipulação do Mercado
Uso Indevido de Informação Privilegiada

A Lei 6.385/1976 dispõe que esses são crimes contra o mercado de capitais.

Como o futuro de um investimento é sempre incerto, costuma-se pensar que a atuação do investidor no mercado de capitais é semelhante a do participante de um jogo de azar. Entretanto, como ensina Benjamin Graham, "uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas"
No crime de manipulação do mercado, como o próprio tipo penal do art. 27-C da Lei 6.385/1976 indica, o que existe é uma fraude. Portanto, as informações à disposição dos investidores são falsas. Com isso, o investidor é induzido ao erro em sua análise, ele é manipulado - conforme indica o nome do delito. Já no caso do insider trading, do art. 27-D da Lei 6.385/1976, a questão não é a veracidade do dado, mas a sua contemporaneidade. Aqui ao investidor não é permitido realizar a análise em tempo hábil, ficando ele à mercê daqueles que detêm a informação privilegiada.

Devemos levar na linha de raciocinio não a pessoa e sua iportancia mas aqui o caso jugado será sua transgressão ele sempre será uma boa pessoa fisica com conduta disciplinar perante a lei brasileira.

Deixe uma resposta O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

Eficiência na Gestão Pública

Publicado em 30 setembro 2015

7 comentários

O atendimento no sistema público de saúde já vem sendo questionado e criticado pelos brasileiros há muito tempo. De fato, ao contrário de muitas outras nações (inclusive algumas tidas como desenvolvidas) optamos, aqui, por um sistema básico de saúde, de natureza pública, para assistência gratuita e universal. Foi uma decisão política nacional que vem se consolidando ao longo do tempo, criando expectativas de direitos e, por isso mesmo, alimentando as justas queixas pelas deficiências...
Leia mais »

A importância do Capital Cívico para uma nação

Publicado em 25 agosto 2015

14 comentários

No item anterior deste blog mencionei o livro de Alain Peyrefitte, publicado no Brasil com o título "A Sociedade de Confiança", É uma esplêndida obra de referência. Nela, o intelectual francês e homem de larga experiência política (onze vezes ministro de Estado) apresentou dados copiosos para embasar a suas convicções de como teriam ocorrido o desenvolvimento europeu e a estruturação das sociedades naquele continente. No conjunto, ressalta a proeminência da "confiança", ingrediente essencial...
Leia mais »

Filantropia

Publicado em 11 agosto 2015

3 comentários

Muito já se especulou e se disse sobre a influência das raízes culturais (incluindo valores, princípios e circunstâncias) sobre as atitudes e comportamentos característicos dos diversos povos e sociedades. Não pretendo aventurar-me nesses meandros sociológicos e filosóficos, tanto porque muitos ainda comportam preferências e controvérsias, como também e principalmente pelo fato de que pretendo abordar, no espaço restrito deste tópico, apenas os hábitos nacionais relacionados com a filantropia,...
Leia mais »

A Falta de Engenheiros no Brasil

Publicado em 24 junho 2015

1 comentários

Na série "A Engenharia e Seu Ensino – (1) a (5)" que desenvolvi neste mesmo blog entre fevereiro e março de 2013, complementada ao final daquele ano pelo tópico "Mais Engenharia e Mais Engenheiros", examinei detalhadamente a carência brasileira por esse tipo de profissional e as características especiais do ensino nacional nesse particular. Cerca de dois anos depois é inevitável que eu volte ao assunto, atualizando idéias e agregando aspectos especiais do momento atual. Ainda faltam...
Leia mais »

Capacidade de Gestão

Publicado em 07 maio 2015

6 comentários

Desta vez, começo este tópico com um depoimento pessoal, mas que pode ser de grande utilidade para introduzir as questões que pretendo enfatizar aqui. Estive recentemente com um grande investidor estrangeiro, que havia acreditado no Brasil e investido aqui quantidades significativas de capital. Esse investidor estrangeiro perdeu, no período mais recente, com as dificuldades enfrentadas pela economia nacional, volumes financeiros razoáveis e estava justamente consolidando as suas estratégias...
Leia mais »